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Política

Bolsonaro afirma que pode acabar com Justiça do Trabalho e propõe idade mínima para aposentadoria

Em entrevista ao SBT, a primeira desde a sua posse, o presidente apresentou suas propostas para a Reforma da Previdência iniciada por Temer

Por: Da Redação

SBT Noticias

 - 04/01/2019

Nesta quinta-feira, dia 03, Jair Bolsonaro concedeu a sua primeira entrevista ao jornalista Carlos Nascimento, do SBT, em seu gabinete, no Palácio do Planalto, em Brasília. O presidente falou sobre algumas das propostas de seu governo, dentre elas, a continuidade do plano de Reforma da Previdência.

 

"Ela (a Reforma da Previdência) interessa a todos nós. Estamos em uma situação em que mais dois ou três anos entraremos em colapso. Nós não queremos que o Brasil chegue à situação em que está a Grécia. Agora, todos terão que contribuir um pouco para que ela seja aprovada.", comentou Bolsonaro a respeito da importância da aprovação da Reforma. 

 

O presidente também elucidou suas propostas para o projeto da previdência. Segundo Bolsonaro, a ideia é que o plano da Reforma seja executado até o final de 2022, estabelecendo a idade mínima para a aposentadoria de 62 anos para homens e de 57 anos para mulheres, ressaltando que o aumento deve ocorrer gradativamente a partir de sua promulgação. 


Destacou também que caberia ao futuro presidente reavaliar o cenário econômico, em 2023, e decidir pela continuidade ou não do aumento da idade mínima para 63 e 64 anos. A expectativa de vida de cada região também será considerada no plano, como meio de evitar injustiças. Ainda afirmou que a Previdência Pública terá maior atenção dentro do plano, já que consome a maior parcela do orçamento previsto à aposentadoria. "Vamos buscar também eliminiar privilégios", concluiu Bolsonaro. 


Sobre os direitos trabalhistas e a justiça do trabalho, Bolsonaro defendeu medidas que desengessem e desburocratizem a ação de empregadores, estimulando o surgimento de novas oprtunidades de trabalho.  "O Brasil é um país de direitos em excesso, agora, falta emprego. Porque, quando você pensa em produzir alguma coisa, quando você vê a questão dos encargos trabalhistas, o que atrapalha a todo mundo no Brasil, aquela pessoa desiste de empreender.", explicou.

 

Ainda sobre os direitos trabalhistas, o presidente denfendeu o aprofundamento da reforma na legislação que concerce aos trabalhadores sem que ocorra a perda de direitos garantidos constitucionalmente. "Não adianta você ter direito e não ter emprego, não ter trabalho", completou Jair Bolsonaro. 

 

A respeito da Justiça do Trabalho, o presidente comentou sobre a burocracia e o alto custo gerado pelo grande volume de ações trabalhistas e a parcialidade de alguns processos. "Qual país do mundo que tem (a Justiça do Trabalho)? Ela tem que ser a justiça comum.", defendeu. Quando questionado sobre a possibilidade de extinguir o órgão, respondeu "Poderíamos fazer, está sendo estudado. Havendo o clima, nós podemos discutir essa proposta e mandar para frente."

 

 

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