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Chitãozinho e Xororó acumulam mais de 37 milhões de discos vendidos na carreira
Data de Publicação 16/09/2014

Não foi da noite para o dia que José Lima Sobrinho e Durval de Lima transformaram-se em Chitãozinho & Xororó. Em 44 anos de carreira, os irmãos de Astorga, ícones da música sertaneja, passaram por momentos difíceis, mas com muito trabalho e dedicação, incluindo apresentações em circos e com investimentos do próprio bolso, a dupla chegou onde chegou e viraram referência para novos artistas.

A paixão pela música começou ouvindo o pai, "seu Marinho", cantando com "dona Araci", mãe da dupla. O talento dos irmãos foi percebido no dia em que Rosária, uma das irmãs, rasgou o caderno onde o pai anotava as músicas que compunha. Foi então que a pequena dupla apareceu, pois sabiam as letras e cantavam com afinação. Festas juninas e clubes de Rondon, no Paraná, eram palco das apresentações.


Foto: Roberto Nemanis/SBT

O primeiro lugar no show de calouros de Sílvio Santos veio com "Besta Ruana", de Tonico & Tinoco, ainda como "Irmãos Lima", nome artístico da dupla até o radialista Geraldo Meirelles rebatizá-la de "Chitãozinho & Xororó", um grande sucesso de Athos Campos e Serrinha, composto em 1947, que falava de aves brasileiras. Com este "novo" nome, gravaram o primeiro disco, Galopeira, em 1970.

O pioneirismo sempre foi uma característica bem marcante da dupla. Os artistas foram os primeiros sertanejos a tocar em rádios FM no Brasil e a incluir banjos e guitarras elétricas neste estilo musical, além de colocar o país no topo das paradas da Billboard. Dos cabelos mullet as calças justas, eles comprovaram a versatilidade e sempre estiveram acima da média.


Roberto Nemanis/SBT

Entretanto, só começaram a colher os primeiros resultados em 1978 com "60 Dias Apaixonados", ao conquistarem o primeiro disco de ouro da carreira. Dois anos depois, triplicaram as vendas com "Amante Amada" e levaram para casa disco duplos de platina. Mas foi com "Fio de Cabelo", do álbum "Somos Apaixonados", de 1982, que aconteceu a grande explosão da dupla. A música estourou nas rádios e o disco alcançou o número de 1,5 milhão de cópias vendidas, tornando-se um marco e rompendo as barreiras do preconceito contra o sertanejo.


Roberto Nemanis/SBT

A partir daí, eles deixaram músicas que marcaram gerações na vida de muita gente, como, "Se Deus Me Ouvisse" (1986), "Fogão de Lenha" (1987), "No Rancho Fundo" (1989), "Evidências" e "Nuvem de Lágrima", com Fafá de Belém (1990),  "Página de Amigos" (1995),  "Frio da Solidão" com Roupa Nova, (2001), "Sinônimos", com Zé Ramalho (2004), "A Majestade o Sabiá", com Jair Rodrigues, "Arrasta uma Cadeira", em (2005), uma composição de Roberto Carlos e Erasmo Carlos feita especialmente para cantarem com a dupla e, segundo os autores, levou catorze anos para ficar pronta.

Hoje, eles acumulam a marca de 37 milhões de discos vendidos, 36 álbuns inéditos, oito DVDs, três prêmios Grammy, centenas de discos de ouro, platina e diamante, entre outros muitos feitos.

O Festival Sertanejo estreia neste sábado, 20 de setembro, às 22h15.

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