Blog da Supernanny
Sexta-feira, 12/3/2010 por Supernanny
A visita na casa da Alessandra e do Anibal foi a mais triste de todas as famílias das sete temporadas. Não porque as crianças tivessem muitos problemas diferentes das outras famílias, mas porque os pais se mostraram muito resistentes às minhas observações e às mudanças introduzidas na casa.
Geralmente, são os pais que dão mais trabalho do que as criancas, principalmente porque acham que os problemas estão com os filhos e não com eles. Não é fácil convencê-los do contrário e mostrar que as mudancas nos filhos acontecerão a partir de mudanças profundas dos conceitos deles, os pais.
Mas, neste caso, a resistência em aceitar as observações feitas por mim foi o maior problema e as justificativas de atitudes erradas foram constantes. Essas justificativas são um sinal de que não há disposição para mudar. Enquanto uma pessoa se justifica, está demostrando que não aceita ver o erro e não tem intenção de mudar.
Apesar dessa atitude da Alessandra e do Anibal, as crianças estavam respondendo positivamenta às regras, limites, rotina e ajustes que estavam acontecendo na casa. Eu estava feliz por isso, principalmente vendo as mudanças que estavam acontecendo com a Stephany, a mais velha dos três irmãos. O Breno e o Raphael, os menores , estavam mais tranquilos e obedientes.
Mas os pais, principalmente a mãe, chegou no ponto de questionar um método que ia fazer toda a diferencia na transformação da família, porque iria mudar uma visão errada que não estava ajudando na educação dos filhos. Não vou relatar o método porque creio que é importante ver o programa e entender o contexto.
Diante de tamanha resistência e oposição a meu método, decidi não continuar com meu trabalho nessa casa. Porque? Porque meu trabalho com as famílias é baseado na confiança que os pais depositam em mim, já que eles me chamam e me convidam para entrar na casa deles e me pedem para ajudá-los. Se eles não concordam com meu trabalho e não tem mais confiança em meus métodos, não tenho mais nada para fazer na família.
Com muita dor no coração, deixei essa família antes de terminar meu trabalho. Fiquei triste, principalmente pelas crianças, que já tinham começado a mostrar mudanças no comportamento. Sei que minha saída foi ruim para eles, pois vi a expressão nas carinhas deles na minha despedida.
Sinto muito, sinceramente, mas não dava para ser diferente.
Espero que a Alessandra e o Anibal, com o tempo, reflitam sobre o acontecido e mudem, porque essa atitude não ajuda na educação dos filhos.
Desejo de todo coração que a Stephany, o Breno e o Raphael estejam bem, lindos, grandes e obedientes.
Com carinho, apesar da tristeza.
Cris Poli
Sexta-feira, 5/3/2010 por Supernanny
Renata e André moram com suas duas filhas, Bianca e Leticia, numa linda casa em Itupeva. A casa tem um belo jardim com muitas árvores, uma varanda e uma piscina, lugar especial para criar as meninas rodeadas de natureza e aproveitando as brincadeiras ao ar livre.
Mas não era isso o que acontecia quando visitei a família. A piscina não tinha proteção, e isso era uma perigo para as meninas; a Leticia, que não andava ainda, só ficava num cercadinho chorando ou no colo da mãe e a Bianca passava longas horas deitada no sofá diante da tv. Que tristeza!
A Renata era muito autoritária com as filhas e as oprimia com exigências constantes, gritos e tapas. Principalmente com a Bianca que não obedecia, chorava muito, vivia acuada e se refugiava, sempre que podia, nos braços do pai.
Não foi fácil meu trabalho nessa casa, principalmente com a mãe, para conseguir que ela reagisse e tomasse consciência da necessidade dessa reviravolta radical na atitude para com as filhas.
Foi com grande alegria que vi pequenas mudanças acontecendo enquanto estive lá, primeiro na mãe e depois nas meninas.
Desejo de todo coração que essas pequenas mudanças tenham se transformado em grandes mudanças e que hoje sejam uma família feliz.
Um grande beijo
Cris Poli
+ Quer ter as regras e rotinas da Supernanny na sua casa? Saiba como!
Sexta-feira, 26/2/2010 por Supernanny
Gustavo era um menino de 2 anos e meio quando os pais me chamaram para ajudá-los na educação dele, porque não estavam dando conta da situação.Era uma criança linda, carismática, ativa, que não parava um minuto quieto e que batia em todos. Sim, em todos, inclusive na minha equipe, homens fortes que impõem respeito. O garoto não tinha medo de nada e de ninguém. Ele somente não bateu em mim. Acho que o terninho, o salto, os óculos e o cabelo preso o intimidaram.
Entrei, observei e, como era de se esperar, a grande mudança tinha que acontecer nos pais. Conversei seriamente com eles e já no dia seguinte haviam mudado de postura. Mas ainda não era suficiente. O pai precisava receber um choque, principalmente, e pensar o que poderia acontecer com seu filho se os limites não fossem colocados em tempo.
Convidei um ator adolescente para representar o papel de Gustavo nessa idade difícil, a adolescência, quando os pais são confrontados com as atitudes dos filhos. Foi muito bom e importante para o pai ver seu filho no futuro. Ficou chocado e quando reagiu reconheceu que não era isso o que ele queria para o Gustavo. Desse momento em diante foi muito mais fácil introduzir os métodos que iriam trazer as grandes mudanças na família.
Deixei a casa muito satisfeita com o resultado obtido. E os pais também!!
Tive notícias da família um tempo depois e todos estavam maravilhados com as mudanças na vida do Gustavo. Que bom!! É muito gratificante.
Beijo grande para essa querida família.
Cris Poli
Sexta-feira, 19/2/2010 por Supernanny
Quando conheci a Elker e o Marcio com seus três filhos Gianluca, Raffaella e Enzo e vi como eles se preocupavam com seus corpos e seu físico, me perguntei como eles faziam para educar as crianças.
Depois de observar, percebi que os pais gastavam muito tempo cuidando do exterior, da alimentação e dos treinamentos, para se preparar para as competições. E as crianças? Ficavam com uma empregada que tomava conta deles quando não estavam na escola. Coitada da empregada! Sofria na mão dos três!
A casa não tinha regras, nem horários, nem limites e muito menos obediência ou respeito pelos adultos. E o pior de tudo era que os pais não tinham conhecimento do que acontecia na ausência deles (que quase todo o dia).
Decidi então fazer um método para sacudir os pais (e até as crianças!). Gravei o que acontecia com a empregada na ausência dos pais, chamei toda a família e mostrei para todos. Imaginem como ficaram os pais. Não podiam acreditar no que estavam vendo e que esses fossem os filhos deles. E as crianças... primeiro deram risada das coisas que viam, mas, depois, ao ver a reação dos pais, ficaram envergonhados e sem graça. Foi muito bom porque os pais caíram na real da vida deles e começaram a ver a necessidade de mudança no relacionamento com os filhos e no tempo que disponibilizavam para educar as crianças.
Mais uma vez quero chamar a atenção aos pais sobre a responsabilidade que eles tem na educação dos filhos. Não é bom tercerizar a educação dos próprios filhos, isso é deixar que outros (empregados, escola, avós, etc.) eduquem seus filhos. Não é responsabilidade deles e SIM dos pais.
Sei que a vida hoje em dia está muito corrida para todos, mas vamos colocar prioridades e organizar nossas vidas para cuidar das coisas que são realmente importantes e fundamentais para nossa família.
Querida família, um grande beijo de coração,
Cris Poli
Quinta-feira, 11/2/2010 por Supernanny
Pensem numa família formada por mãe, pai e duas crianças sem regras, limites, autoridade e organização. Já é difícil. Agora multipliquem essa realidade por dois. Se torna um grande desafio!!!!
Essa era a situação das famílias que visitei em Cidade Dutra, São Paulo. Katia e Guido, pais do Kaiky e do Enzo moram no mesmo quintal que Adriana e Robson, pais da Sabrina e da Sophia. Katia e Robson são irmãos. E ainda no mesmo quintal moram os avós paternos e outra irmã com um bebê de poucos meses. Nao são somente muitas crianças, mas também muitos adultos dando ordens e tentando resolver os problemas que surgem sem uma direção comum.
Observando precebi que cada casa tinha sua vida própria, horários, falhas e necessidades. Era trabalho dobrado com o agravente que quando as crianças eram contrariadas pelos pais corriam para a casa dos avós pedindo socorro e quando queriam brincar ou almoçar ou jantar com os primos invadiam a casa dos tios com a maior facilidade. Imaginem a confusão!
Havia muita disposição dos pais para resolver a situação, então, não foi muito difícil organizar cada família e desenvolver um ritmo próprio para cada casa.
Mas havia momentos em que as crianças queriam e tinham que brincar juntas e para isso arrumei o espaço aberto que compartilhavam como um playground para que nos momentos de lazer pudessem se encontrar e brincar sem brigar. Foi um momento muito especial no qual todos participaram e desfrutaram de uma parede pintada de branco onde eles podiam pintar e desenhar à vontade e uns brinquedos que eles aprenderam a dividir e a usufruir junto com os primos sem brigar.
Também determinei horários para visitar os avós, os quais ficaram muito gratos por poderem recuperar a tranquilidade na maior parte do dia.
Foi bastante trabalhoso mas muito gratificante por ver o resultado positivo de todo o esforço.
Um beijo grande e um abraço apertado para todos.
Cris Poli
Sexta-feira, 5/2/2010 por Supernanny
Lúcia e Augusto formam um casal com 5 filhos morando num apartamento pequeno para essa quantidade de pessoas. Os filhos, três adolescentes na época, e duas crianças, cada um com sua vida, seus interesses, suas carências. Um marido sem muita aproximação com os filhos e tentando ajudar a mulher. No meio dessa multidão, uma mãe que é uma esposa solitária, perdida na educação dos menores, desorientada com os mais velhos. Fui chamada para ajudá-los. Tarefa difícil!
Duas coisas foram marcantes nessa casa: conseguir a disposição dos filhos para ajudar a mãe nas tarefas domésticas e com os irmãos menores, e proporcionar à Lúcia uma forma de olhar para si mesma, refletir sobre seu interior e enfrentar o futuro com otimismo e esperança de realização pessoal como mulher.
Dos filhos houve um retorno imediato (pelo menos na intenção); da Lúcia, muito choro e o começo de um processo que desejo tenha continuado e mudado sua vida aos poucos.
Ao longo desses anos não tive mais notícias deles. Como será que eles estão?
Querida família, gostaria muito de saber de vocês.
Um beijo carinhoso para todos.
Cris Poli
Sexta-feira, 29/1/2010 por Supernanny
A visita na casa do Fábio e da Adriana com seus três filhos Giovanni, Gabriel e Yasmin não foi nada fácil na época, já que pude observar uma mãe que não tinha conhecimento profundo dos filhos apesar de não trabalhar e ficar o dia todo em casa. O pai também não conhecia muito as crianças, mas ele trabalhava o dia todo e tinha pouco contato com eles, o que apesar de ser pouco era mais intenso que o da mãe.
Depois de várias conversas e métodos aplicados para aproximar os pais (especialmente a mãe) dos filhos, as coisas começaram a mudar e deixei essa casa com a profunda esperança de que o processo iniciado nesses dias continuasse crescendo e aperfeiçoando o relacionamento tão necessário para todos nessa casa.
Depois de um tempo soube que o casal tinha se separado e que o Fábio tinha assumido os três filhos. Fiquei muito triste mas, no fundo, não me surprendeu porque já tinha convivido com a família durante 2 semanas e visto a dificuldade dessa mãe em educar verdadeiramente os filhos.
Anos depois da gravação, voltei para visitar algumas famílias com o programa e a família do Fábio foi uma delas. Tive uma grande alegria ao ver o resultado do trabalho desse pai com seus filhos baseado nos princípios de educação ensinados na época de minha primeira visita. A casa estava organizada, havia regras novas (claro!), cantinho da disciplina e distribuição de tarefas entre os filhos. Muito bom!
Hoje sei que as coisas continuam muito bem, que as crianças estão levando uma vida normal, unidos com o pai e companheiros entre sim. É muito gratificante ver o resultado positivo através do tempo mesmo em situações difíceis. Dá nova força e renova minha vontade e determinação de continuar ajudando as famílias a restaurar os relacionamentos e organizar suas casas com muito amor, paciência, perseverança, determinação e coragem para enfrentar as dificuldades.
Parabéns Fábio, Giovanni, Gabriel e Yasmin de todo coração. Estou muito orgulhosa de vocês.
Um super beijo
Cris Poli
Sexta-feira, 22/1/2010 por Supernanny
Uma família composta de pai, mãe (Ronaldo e Carla), dois filhos (Rodrigo e Rafael) e duas filhas (Danielly e Vitória). Um desafio para educá-los considerando a diferença de idade entre os meninos e as meninas.
Mas, o que mais me preocupou quando entrei nessa casa, foi a distância no relacionamento entre pais e filhos e, principalmente, com os meninos. Um "detalhe" que contribuiu para isso foi o fato do casal ter morado no Japão quando os meninos eram pequenos, para se fortalecerem financeiramente.
Os dois meninos ficaram aos cuidados dos avós e estreitaram vínculos com eles. Com o retorno dos pais, esses anos de separação pesavam no relacionamento com os filhos. Para dizer a verdade, Ronaldo e Carla quase nem conheciam os filhos profundamente, nem sabiam o que pensavam ou sentiam à respeito de coisas do dia-a-dia.
Um dos métodos aplicados foi para romper o gelo existente entre os 4 e proporcionar uma abertura para o diálogo e a compreensão mútua. Para surpresa de todos, os meninos conseguiram expressar o que pensavam e sentiam e se abriram sem muitas reservas. Foi ótimo!
Não tive mais contato com eles depois de minha visita a essa casa. Desejo que o relacionamento tenha crescido e se aperfeiçoado ao longo deste tempo.
Os pais precisam cultivar esse relacionamento e conhecimento profundo com os filhos para poderem colher na adolescência os frutos dessa semeadura.
Um forte abraço para todos.
Cris Poli
+ Quer ter as regras e rotinas da Supernanny na sua casa? Saiba como!