Super Nanny

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Sexta-feira, 29/4/2011 por Supernanny
Apertou meu coração<br>
Doris foi um desses casos em que precisei proporcionar um tratamento de choque para que ela pudesse tomar consciência da barbaridade com que  ela estava tratando suas filhas Keyla e Giovanna. Tomei essa decisão depois de conversar com as meninas e de observar como ela judiava das filhas. Giovanna e Keyla estavam tristes, arrasadas, machucadas emocionalmente, se sentindo "nada" (como elas mesmas falaram) e menos do que uma empregada. Apertou meu coração...

Chamei umas atrizes que fizeram com a mãe o que ela fazia com as filhas. Não foi fácil conseguir a coscientização da Doris, mas finalmente "caiu a ficha" e ela se sentiu profundamente envergonhada. E tudo mudou. Que alegria ver esse relacionamento restaurado  e a harmonia fluir nesse lar.
Quarta-feira, 20/4/2011 por Supernanny
Família linda, pais seguros<br>
Samara e André foram pais na adolescência. A Bruna é filha desse relacionamento inexperiente. Porém eles não se separaram mas construiram uma família juntos. Depois de um tempo nasceram Mateus e Moisés. Um família linda mas com pais muito inseguros sobre a forma de educar os filhos. E sabem de uma coisa? Bruna, agora com 14 anos, já está namorando. Vocês podem imaginar o medo desses pais de que a história deles se repita na filha. Muito estresse nessa família, falta de relacionamento verdadeiro, apatia, tensão e tristeza.

Convidei a Dra. Albertina Duarte, ginecologista e a Dra. Ione Julien, psicóloga para conversarem com o casal e com a filha. A intervenção delas foi muito importante porque elas desenvolvem um trabalho muito interessante com adolescentes e tem bastante experiência no assunto. As duas ficaram sensibilizadas com a situação da família e deram valiosas orientações para os pais e para a Bruna tambem. Foi um tempo precioso que, com certeza, será aproveitado para contribuir com as mudanças propostas por mim para a família.

Antes de eu ir embora dessa casa muitas coisas já tinham mudado mais a maior de todas as mudanças foi a do pai que saiu de sua ausência e apatia para se tornar um pai presente e colaborador.

Um forte abraço para todos
Cris Poli
Sexta-feira, 15/4/2011 por Supernanny
A responsabilidade na educação dos filhos é dos pais!
Quando conheci a Elker e o Marcio com seus três filhos Gianluca, Raffaella e Enzo e vi como eles se preocupavam com seus corpos e seu físico, me perguntei como eles faziam para educar as crianças.

Depois de observar, percebi que os pais gastavam muito tempo cuidando do exterior, da alimentação e dos treinamentos, para se preparar para as competições. E as crianças? Ficavam com uma empregada que tomava conta deles quando não estavam na escola. Coitada da empregada! Sofria na mão dos três!

A casa não tinha regras, nem horários, nem limites e muito menos obediência ou respeito pelos adultos. E o pior de tudo era que os pais não tinham conhecimento do que acontecia na ausência deles (que quase todo o dia).

Decidi então fazer um método para sacudir os pais (e até as crianças!). Gravei o que acontecia com a empregada na ausência dos pais, chamei toda a família e mostrei para todos. Imaginem como ficaram os pais. Não podiam acreditar no que estavam vendo e que esses fossem os filhos deles. E as crianças... primeiro deram risada das coisas que viam, mas, depois, ao ver a reação dos pais, ficaram envergonhados e sem graça. Foi muito bom porque os pais caíram na real da vida deles e começaram a ver a necessidade de mudança no relacionamento com os filhos e no tempo que disponibilizavam para educar as crianças.
 
Mais uma vez quero chamar a atenção aos pais sobre a responsabilidade que eles tem na educação dos filhos. Não é bom tercerizar a educação dos próprios filhos, isso é deixar que outros (empregados, escola, avós, etc.) eduquem seus filhos. Não é responsabilidade deles e SIM dos pais.

Sei que a vida hoje em dia está muito corrida para todos, mas vamos colocar prioridades e organizar nossas vidas para cuidar das coisas que são realmente importantes e fundamentais para nossa família.
 
Querida família, um grande beijo de coração,

Cris Poli
Sexta-feira, 8/4/2011 por Supernanny
Muitas coisas tinham que mudar nessa casa
A minha visita na casa de Alessandra foi num tempo muito difícil da família porque os pais de Felipe e Vinícius tinham acabado de se separar e todos estavam vivendo a confusão desse momento. Sim, porque apesar de ser uma situação já definida por parte da mãe, o pai, Evandro, não estava muito convicto dessa decisão e os filhos, principalmente o Felipe, estavam sofrendo com essa incerteza.

Por outro lado, e para piorar a situação, ninguém tinha conversado com as crianças explicando o que estava acontecendo. Cada um dos filhos manifestava esse momento de maneira diferente. Felipe, o mais velho, estava muito triste, isolado dos amigos e sendo cobrado intensamente pela mãe para assumir responsabilidades como irmão mais velho. Vinícius  mostrava um comportamento rebelde, agressivo e desafiador, principalmente com a avó Marliete que cuidava dele durante o dia.

Muitas coisas deveriam mudar nessa casa e começar com uma conversa franca entre os pais e os filhos, expondo toda a situação e comunicando a decisão que os pais tinham tomado. Não foi fácil, mas foi necessário. Teve outra conversa do Felipe com a mãe na qual ele desabafou tudo o que tinha guardado sobre a diferença de tratamento que ela fazia entre os dois filhos.

Ufa! Foi um alívio para o Felipe que chorou muito, mas que tirou um peso de dentro dele. E para terminar meu trabalho com essa família querida, teve uma festa para o Felipe com seus queridos amigos para resgatar esse vínculo tão necessário para toda criança.

Me despedi da família com a sensação do dever cumprido e desejando que cada dia o relacionamento ficasse melhor.
 
Saudades de vocês, Alessandra e família.

Um grande beijo
Cris Poli
Sexta-feira, 1/4/2011 por Supernanny
Ai, a bela Recife!
A bela Recife nos recebeu com suas praias maravilhosas, seu incomparável mar, seu céu azul e aquela brisa que refresca nosso interior no dia de calor. Lá moram Fernanda, Paulinho, Gabriel e Gabriele, uma linda família que precisava muito da ajuda da Supernanny.

As crianças eram muito engraçadas, desobedientes e arteiras. A Fernanda era agitada e nervosa, corria o dia todo se dividindo entre o trabalho, a casa e os filhos. E o Paulinho, tranquilo, relaxado e sem se preocupar muito com o comportamento dos filhos. O Gabriel e a Gabriele não deram muito trabalho; assim que as regras, o incentivo e a disciplina foram introduzidos, o comportamento deles mudou. Quem deu mais trabalho foi o pai, que continuava levando sua vida numa boa...

Depois da gravação do programa. A Fernanda continuou mantendo contato comigo, contando as peripécias das crianças e pedindo novas orientações para resolver os problemas que surgiram.

Mais uma família que deixo saudade.
Um beijo grande. Cris poli.
Sexta-feira, 25/3/2011 por Supernanny
Lidando com as diferenças culturais
Foi uma experiência muito gostosa conhecer a família do Pr. John Paul e Lilian com seus dois filhos John Paul Junior e Simmon Peter.  A mãe brasileira e o pai nigeriano são casados aqui, mas com uma porção de conflitos culturais que dificultavam  a educação dos filhos. A começar pela dificuldade do pai de falar corretamente o português, o que interferia no desenvolvimento da fala dos meninos. Fora isso, tinha as diferenças culturais sobre o papel da mulher/mãe e do homem/pai numa família, que trazia como consequência problemas no posicionamento e atitudes a serem tomadas diante dos filhos.  No momento de definir uma linha de ação comum para orientar os meninos sobre o que fazer e como fazer, tudo isso vinha à tona e nada coerente acontecia.
 
Mais uma vez o maior trabalho foi confrontar os pais com a verdadeira situação e com a necessidade de conscientização de que eles deveriam conversar e chegar a um denominador comum sobre qual seria o tipo de educação, quais seriam os limites, as regras, a rotina e os valores que seriam ensinados às crianças. Não foi fácil, havia uma séria dificuldade de entendimento entre eles mas muita disposição em mudar a realidade em que viviam e que não suportavam mais. Essa disposição da parte dos pais foi a grande diferença. Apesar das controversias entre os dois, o amor pela família, pelos filhos e um pelo outro, abriu o caminho para o entendimento.
 
E para celebrar a vitória nessa casa, terminamos com uma festa com comida típica nigeriana (que por sinal experimentei e até gostei) e música africana. Foi uma delícia!! Todos, família e amigos, vestidos com roupas coloridas, tocando instrumentos caraterísticos e cantando música que contagiou e envolveu a todos, inclusive a minha equipe.
Lembrando esses momentos sinto saudades deles. Nunca mais tive notícias. Como será que eles estão?
Um superbeijo para todos.
God bless you all!!!
Kisses
Cris Poli
Sexta-feira, 18/3/2011 por Supernanny
Importante é dar valor ao que importa
A casa de Patricia e Alexandre com seus três filhos não tinha problemas diferentes da maioria das famílias. Giovana, Enzo e Luigi sao crianças adoráveis que precisam de atenção, limites, rotina e atividades organizadas com os pais. Ciúmes, brigas, gritos, falta de paciência e disciplina fazem parte do dia a dia dessa famíliia e de tantas outras. O que é sempre diferente são as histórias de cada família e que, do ponto de vista deles, justifica essa falta de autoridade e de posicinamento firme dos pais. Mas eu tenho demonstrado que tudo isso precisa mudar, independente das circunstâncias, para alcançar a tão desejada mudança no comportamento das crianças.
 
O pequeno Luigi, mimado, birrento e manhoso, ocupava quase todo o tempo e atenção da mãe. E a Giovana e o Enzo ficavam esquecidos, deixados de lado, e ninguém tinha paciência com eles. Nem o pai que ficava  fora de casa o dia todo e só encontrava com a família no final do dia.
Muito foi feito nessa casa para ajudar essa mãe a organizar o dia a dia dela com as criancas, além de conversar seriamente com os pais chamando a atenção deles sobre a verdadeira situacao que precisava mudar. Mas uma coisa eles tinham que observar e dar valor: a linda família que eles tinham formado ao longo desses anos juntos. Foi um tempo de muita emoção, muito choro e alegria ao rever, através de fotos deles e das crianças, momentos incríveis que tinham ficado esquecidos no tempo pelos problemas surgidos no dia a dia e que realmente fazem parte do crescimento e educação dos filhos.
 
Os pais precsam refletir, mais uma vez, que, mesmo esses momentos sendo "normais" para o proceso de educação, eles podem ser contornados e minimizados se eles assumem a responsabilidade da educação de seus filhos, se posicionam com firmeza, mas com muito amor, paciência e dedicação e exercem a autoridade que eles têm e que recebem assim que os filhos nascem.
 
Querida família, estou com saudades de vocês. Mandem notícias.
Beijos para todos
Com carinho,
Cris Poli
Sexta-feira, 11/3/2011 por Supernanny
Trocando os papeis: Como Supernanny mandou pai machista para a cozinha<br>
A casa de Ana Paula e Rogério, em Caieiras, era uma constante gritaria e brigas entre as três filhas, Barbara, Bianca e Brenda, e o filho menor, Gabriel. Porque eles gritavam e brigavam? Por tudo e por qualquer coisa. Era briga de mãos, de pés, de empurrões, de tapas, no meio a palavrões e insultos entre os filhos, com a mãe e... da mãe para os filhos!! Que horror!

O pai ficava fora o dia todo trabalhando e, quando voltava, não dava muita atenção para a Ana Paula nem para as filhas; toda sua atenção era para o Gabriel, o caçulinha, único menino e reizinho da casa. Fiquei indignada com essa atitude. Conversei com os pais, expliquei, confrontei os dois com a realidade que tinha observado e comecei a trabalhar. Tinha muito trabalho pela frente para mudar o comportamento e as atitudes tanto dos filhos quanto dos pais.
 
Um método muito bom, engraçado e eficaz foi levar a Ana Paula para ter um dia especial de cuidado e atenção para ela (coisa que não existia!) e deixar o Rogério com o Gabriel fazendo as tarefas da casa: limpar, cozinhar, passar roupa, cuidar do filho e das filhas na volta da escola. Ele não reclamou, entendeu a mensagem e colaborou.
 
Às vezes, além de falar, os pais precisam sentir "na pele" a real situação em que se encontra a família. Parar para ouvir, observar, refletir e mudar, especialmente mudar de atitudes, faz uma grande diferência.
 
Saudades de vocês, linda família.
Um grande abraço e beijo para todos.
Com carinho
Cris Poli
Quinta-feira, 3/3/2011 por Supernanny
O desafio da agressividade<br>
No momento de minha visita na casa da Amélia nem acreditei nas crianças que encontrei ali. Na verdade, eu já conhecia através de todo o procedimento de seleção da família, mas ver pessoalmente foi um impacto. Os dois filhos, Vitor, 4 anos, e Caio, 2 anos, eram TERRÍVEIS e bagunçavam mais do que 3 ou 4 crianças juntas. Fiquei com pena da mãe e dos avós. Bom, na verdade, fiquei com mais pena dos avós, avó Rosana e avô Jorge, que ficavam cuidando deles mais tempo do que a Amélia, que trabalhava como guarda civil e só voltava à noite, quando os avós estavam esgotados.
 
Regras? Nenhuma. Limites? Nenhum. Obediência? Nenhuma. Autoridade dos adultos? Nada!!!! Um caos total. Isso não é novidade, mas o grau de agressão e violência dessas crianças era fora do comum. Vou dar uma prévia do que verão no programa: O Vitor pegava uma faca quando era contrariado e avançava sobre mãe, avó e quem estivesse por perto. E os adultos recuavam!!!! Quando ficava nervoso, jogava os brinquedos pela janela da sala, ele e o irmão!!!! A primeira resposta para tudo era "NÃO QUERO"!! Já visitei casas de crianças agressivas mas todos me respeitavam (claro que eu ficava bem séria e com cara de poucos amigos), mas aqui minha estratégia não deu muito certo. O Vitor tentou me agredir duas vezes: uma vez me jogou um pino de um jogo de boliche e outra vez passou do meu lado e tentou me bater. Graças a Deus meus reflexos ainda estão bons e consegui me esquivar as duas vezes.
 
Vocês estarão se perguntando se as coisas mudaram. Sim, com muita paciência, firmeza, autoridade e demonstração de carinho, as atitudes dos meninos foram mudando aos poucos. Havia uma grande diferença entre os meninos que encontrei na minha chegada e os que deixei duas semanas depois.
Não sei se a mudança de atitude foi tão verdadeira na mãe. Enquanto estava lá mudou, mas não senti muita firmeza e convicção.
 
Passou bastante tempo, espero que com mais idade o Vitor e o Caio estejam mais comportados e os dias sejam mais tranquilos para essa família.
Um grande beijo para todos.
Cris Poli
Sexta-feira, 25/2/2011 por Supernanny
Soluções simples, grandes mudanças!
Andressa e Ivan moram numa casa na Vila Alpina com seus 4 filhos: Lucas, Leticia, Matheus e Maria Eduarda. Crianças adoráveis e muuuuuuuuuuito bagunceiras. Uma escadinha de filhos que deixava a mãe fora de si, descontrolada. Imaginem o que era limpar e tentar arrumar tudo de manhã com os 4 dentro de casa...Um horror!!

Gritos, brigas, choro e uma corrida contra o tempo para que, na hora certa todos estivessem sentados à mesa para almoçar e depois rumo à escola. Andressa também trabalhava e esse momento era o tempo de relax na vida dela. E na volta da escola ... tudo de novo, acrescentada à luta por colocá-los para dormir em algum momento da noite. Certamente precisavam de ajuda. Dava para sentir o estresse e o cansaço entrando na casa.

Tempo dedicado aos filhos? Brincadeiras em família? Conversas? Momentos do casal para trocar idéias ou namorar? Nada disso fazia parte da rotina dessa família. Quanta carência e desespero, nos pais e nos filhos. Havia algum momento de sossego? Sim!!! Quando, no limite de sua resistência, os pais sentavam juntos no sofá, com a sala na escuridão e colocavam um filme de TERROR!!! Durante essas 2 horas...o maior sossego. Eu tinha que intervir e rápido!!!

Regras, roina, cantinho da disciplina, incentivo, atitudes de autoridade, firmeza, convicção...tudo isso ajudou e o comportamento começou a entrar nos eixos. Mas faltava o vínculo de amizade, brincadeiras organizadas, manifestação do amor, carinho. Aos poucos a estrutura familiar foi tomando forma. As crianças estavam mais controladas e os pais mais calmos e confiantes.


O grande momento foi o "acampadentro": montaram uma cabana dentro de casa, na sala, com sofás, lençois, travesseiros, etc. e todos dormiram lá uma noite. Que delícia!!!!Que curtição!!! Que alegria!!! Na maior harmonia familiar.
É uma ótima sugestão para todas as famílias. Experimentem. Parece complicado mas não é. O resultado é altamente positivo para todos, pais e filhos.

Imagino que as crianças devam estar enormes e... comportadinhas,né?
Mandem notícias.
Beijos para todos
Cris Poli
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