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Gabi entrevista ex-prostituta e dona da DASPU nesta quarta
Publicado em 2/11/2011

No programa "De Frente Com Gabi" desta quarta-feira, 2 de novembro, Marília Gabriela entrevista a ex-prostituta Gabriela Leite. Dona da grife DASPU, de roupas para garotas desinibidas, Gabriela tem 60 anos e quase 25 anos atrás começou sua saga pelos direitos das "profissionais do sexo". Ela preside ainda a ONG "Da Vida" e vem ao programa para falar sobre sua história, suas lutas, sobre preconceito e seus planos para o futuro.


(Foto: Carol Soares/SBT)

Confira abaixo as melhores frases da entrevista:
• Eu sempre tenho que dizer que não sou socióloga.
• Sempre quis estudar e ler bastante para não ser tratada como figura folclórica.
• Vou pela primeira vez na ANPOCS (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais), que só tem pesquisadores e acadêmicos.
• Antes, prostitutas só apareciam em página policial.
• Esse imenso crescimento das religiões evangélicas, que têm uma moral fechada, influencia uma visão bastante conservadora.
• Prostitutas sempre vão existir.
• O que incomoda as pessoas é saber que tem mulheres que transam por dinheiro.
• Eu acho os homens extremamente frágeis. Essa fragilidade me emociona.
• Eu não acredito que as pessoas não tenham outras opções, é uma coisa da mente mesmo.
• Quando eu fui para a prostituição, as minhas colegas de profissão queriam que suas filhas se casassem virgens.
• Casamento com cliente raramente dá certo. Na primeira briga, ele diz: “eu te tirei daquela vida”.
• Nós começamos a fazer sexo seguro a partir de 1989.
• Temos um “baita” nome por causa da mídia espontânea. (sobre a DASPU)
• Vamos fechar mais uma parceria com uma faculdade de moda. (sobre a DASPU)
• Minha neta tem 19 anos e leva tudo numa tranquilidade enorme. Ela tem o maior orgulho de mim.
• Se eu tivesse que começar de novo, faria tudo igual.
• Por trás da prostituta tem uma mulher, cidadã, brasileira e as pessoas esquecem isso.
• (O caso de Bruna Surfistinha) Não ajuda e não atrapalha. A história da Bruna fala do que acontece dentro do quarto e ela tem mágoas e sente por ter sido prostituta.
• Achei o filme (da Bruna Surfistinha) estranho. Uma histórias cheia de dedos para não influenciar.
• Nós somos contra as menores, em qualquer profissão.
• Tenho o sonho de ter um pequeno restaurante, adoro cozinhar.

+ Relembre as entrevistas anteriores



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Nesta quarta, à 0h15