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Amor e Revolução

"Cheguei a me arrepiar", diz Patrícia Dejesus sobre sua primeira cena em Amor e Revolução - 05/Apr

Por Adolfo Nomelini

A novela Amor e Revolução começou cheia de emoção. Já na primeira cena, um grupo de jovens, que falava sobre a Revolução no Brasil, foi fortemente atacado por homens encapuzados. Entre esses jovens estava Nina, personagem de Patrícia Dejesus, que conseguiu fugir pela mata.

Essa foi apenas uma amostra de tudo que está por vir nos próximos capítulos da novela. História, emoção e romance irão fazer parte do dia a dia dos personagens de Amor e Revolução.

Para que tudo saísse perfeito, não faltou empenho e dedicação de toda a equipe. Em entrevista ao site da novela, Patrícia Dejesus contou como se preparou para a personagem Nina e falou da emoção que sentiu já em sua primeira cena.

Como foi a preparação para a personagem?
Além das palestras e treinamento militar organizado pela emissora, li muita coisa, como os livros do jornalista Elio Gaspari (“A Ditadura Envergonhada”, “A Ditadura Escancarada”, “A Ditadura Encurralada”, “A Ditadura Derrotada”). Como Nina é militante, li obras mais específicas como o Manifesto do Partido Comunista - de Marx e Engels, “A Revolução Impossível” - de Luís Mir e Enquanto corria a barca - de Lucy Dias. Além disso, fonoaudióloga foi necessária. Busquei uma referência também... Mesmo sendo uma obra fictícia, precisei saber da história de vida de alguém que tivesse participado ativamente desse período.
 
Em uma das primeiras cenas, Nina aparece com homens encapuzados, que começam a atirar, mas ela consegue fugir. Como foi a gravação?
Já esperava algo surpreendente, porque a equipe que trabalha em Amor e Revolução é incrível. Mas a cena superou as minhas expectativas. Tiago Santiago não economizou emoção e ação nessa primeira cena. Estavam todos muito bem preparados, concentrados. Houve um cuidado e um empenho muito grande de todos os envolvidos. Cheguei a me arrepiar, chorei algumas vezes. O resultado não poderia ter sido melhor!

Na história, Nina também é uma atriz. Como você vê a profissão naquela época?
Nina é uma atriz que faz parte do teatro de vanguarda. Além disso, é a mais envolvida com a guerrilha. Posso dizer que foram tempos difíceis. Os anos 60 foram um choque de modernidade com um "que" de rebeldia. Depois do golpe militar, praticamente não existia liberdade de expressão para quem se opunha ao governo. Foi-se do 8 ao 80 em um piscar de olhos! Muitos artistas foram torturados, exilados e alguns "sumiram" ou foram mortos nessa época.
 
Qual é a sensação de contar uma história ainda tão presente na vida dos brasileiros?
Realmente é tudo muito recente! Não tinha me dado conta disso... Sempre fui amante de História do Brasil e quando adolescente, passei por um período em que queria morar em Cuba, me neguei aprender inglês, achava que era de esquerda. Mesmo tendo estudado sobre o assunto, nunca fui tão fundo quanto agora na preparação da personagem. Não tinha reparado que eu nasci durante a ditadura, que como fã da arte dos anos 70, muitas das músicas que eu ouvia na infância são protestos (escancarados ou disfarçados) contra a ditadura! Fiquei arrasada quando descobri, por exemplo, que um dos artistas que mais admiro, o pianista Tenório Júnior, simplesmente "desapareceu" durante o regime militar. Sem contar os depoimentos que ouvimos de algumas pessoas que foram perseguidas, presas e torturadas na época. Tudo isso mexeu comigo. Sinto que existe uma curiosidade dos mais jovens em relação ao que aconteceu na época e uma ansiedade dos que viveram "esses anos de chumbo". Muitas pessoas diretamente ligadas à luta contra a ditadura poderão se identificar com Nina. É uma grande responsabilidade participar desse projeto.
 
Quais as expectativas para a trama?
As expectativas são as melhores possíveis. A novela tem tudo pra ser um sucesso, um marco na teledramaturgia brasileira. O tema nunca foi trabalhado dessa forma antes. O público está curioso e despertar interesse antes mesmo da estreia é um ponto positivo! Como atriz, estou muito feliz em participar desse projeto e acredito que mais uma vez, uma novela de Tiago Santiago vai causar grande impacto.
 
Como tem sido o ritmo de gravações?
Estamos a todo vapor, gravando direto. Acredito que com a estreia o ritmo intensifique um pouco. O que é muito bom! Estamos todos animados, o clima nos estúdios tem sido o melhor possível e a convivência com os companheiros é muito prazerosa. Chegamos a sentir falta quando ficamos alguns dias sem gravar... Se depender do ritmo, Amor e Revolução já é um sucesso!

Foto: Lourival Ribeiro/SBT

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